Coreia do Sul e República Tcheca se enfrentam na abertura do Grupo A da Copa do Mundo de 2026, em partida marcada para esta quinta-feira no Estádio Guadalajara. O confronto é visto como uma oportunidade para ambas as equipes começarem a competição com o pé direito.

    De acordo com simulações do supercomputador da Opta, a Coreia do Sul é favorita para o duelo, com 42,9% de chances de vitória, contra 31,1% da República Tcheca. O empate tem probabilidade de 26%.

    Esta será a 12ª participação da Coreia do Sul em Copas do Mundo, o maior número entre todas as nações asiáticas. A equipe também marca sua 11ª presença consecutiva no torneio, desde 1986. Apenas Brasil (23), Alemanha (19), Argentina (14) e Espanha (13) têm sequências mais longas atualmente.

    O melhor desempenho sul-coreano foi em 2002, quando terminou em quarto lugar como país-sede. Na ocasião, o atual técnico Hong Myung-bo era o capitão da equipe. Fora de casa, porém, a seleção nunca passou das oitavas de final.

    A Coreia do Sul tem a menor taxa de vitórias entre times com 30 ou mais partidas em Copas (18,4%). Nos dois últimos jogos contra europeus, no entanto, venceu: 2 a 0 sobre a Alemanha em 2018 e 2 a 1 contra Portugal em 2022.

    Sob o comando de Hong, que lidera o país em uma Copa pela segunda vez (a primeira foi em 2014), a equipe ficou invicta nas eliminatórias asiáticas, com 11 vitórias e cinco empates em 16 jogos. Nos amistosos de preparação, goleou Trinidad e Tobago por 5 a 0 e venceu El Salvador por 1 a 0.

    O experiente capitão Son Heung-Min, agora no LAFC, da MLS, é a principal arma ofensiva. Aos 33 anos, ele esteve envolvido em quatro dos últimos dez gols da Coreia do Sul em Copas (três gols e uma assistência). Nas eliminatórias, foi o líder em participações em gols, com 14 (dez gols e quatro assistências).

    A República Tcheca, por sua vez, disputa sua 10ª Copa do Mundo (oito delas como Tchecoslováquia) e a primeira desde 2006, quando não passou da fase de grupos, apesar da vitória inicial sobre os Estados Unidos por 3 a 0. A equipe, duas vezes vice-campeã (1934 e 1962), garantiu vaga nos playoffs ao vencer Irlanda e Dinamarca nos pênaltis, após dois empates por 2 a 2.

    Nas eliminatórias da Uefa, a República Tcheca marcou mais gols de bola parada do que qualquer outra seleção: 11 dos 22 gols totais, sendo sete de escanteio. O time também teve o segundo maior número de gols de cabeça, com sete, atrás apenas da Noruega (oito).

    O atacante Patrik Schick é o destaque ofensivo. Ele marcou seis gols em sete partidas em grandes torneios pela seleção tcheca, incluindo a artilharia compartilhada da Eurocopa 2020 com Cristiano Ronaldo. Schick também foi o artilheiro do time nas eliminatórias para 2026, com cinco gols, três deles de cabeça.

    O técnico Miroslav Koubeck assumiu o cargo em dezembro de 2025, após a equipe terminar em segundo lugar no grupo de classificação, atrás da Croácia. Ele comandou a equipe nos playoffs contra Irlanda e Dinamarca. Nos amistosos de preparação, a República Tcheca venceu Kosovo por 2 a 1 e Guatemala por 3 a 1.

    Cristina Leroy Silva

    Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.