O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que viajará ao Brasil para participar da convenção que lançará a candidatura à presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL). O evento ocorrerá em São Paulo no próximo dia 25. Além disso, Milei disse que visitará o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar em Brasília.
A declaração foi feita em entrevista à rádio argentina Now 97.9, nesta sexta-feira (10). Milei afirmou que comparecerá ao ato em que Flávio será “ungido candidato a presidente” e que depois fará “uma passagem” pela capital federal para “saudar” o pai dele. As visitas ao ex-presidente dependem de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Milei é uma das referências de Flávio na direita internacional, ao lado de líderes como Donald Trump, dos Estados Unidos, e Nayib Bukele, de El Salvador. No mês passado, os dois se encontraram na residência oficial da Presidência da Argentina e divulgaram uma foto juntos. Na ocasião, Milei associou uma possível vitória de Flávio a uma “onda azul” no Brasil.
O presidente argentino também anunciou planos de viajar para outros países da América Latina, como parte de esforços para integrar líderes de direita na região. Ele disse que estará no Peru no dia 28 de julho para a posse da presidente Keiko Fujimori, e que irá à Colômbia no dia 7 de agosto para a posse do presidente Abelardo de la Espriella. Na mesma viagem, pretende se reunir com o presidente do Equador, Daniel Noboa, para assinar acordos bilaterais. “Estou com a agenda um pouco cheia”, declarou Milei.
Flávio Bolsonaro defende Valdemar e acusa PF de atuação ‘seletiva’
O senador Flávio Bolsonaro (PL) saiu em defesa do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e criticou a atuação da Polícia Federal. Em declarações recentes, Flávio afirmou que a PF age de forma “seletiva” ao investigar aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorre em meio a operações que miram integrantes do PL e do governo anterior.
Segundo o senador, as investigações da PF têm foco político e não técnico. Ele defendeu Valdemar e disse que as ações da polícia são uma tentativa de atingir o grupo político do ex-presidente. A fala de Flávio ocorre em um momento de tensão entre o partido e o Judiciário, com inquéritos em andamento no STF.
