A deputada federal Duda Salabert deixou o PDT e retornou ao PSOL. Ela descreveu o movimento como um “retorno às origens”. A mudança foi oficializada no dia 31 de março de 2026.
Duda Salabert havia deixado o PSOL em 2019 por divergências internas e entrado no PDT. Por esse partido, foi eleita vereadora em Belo Horizonte e, depois, deputada federal por Minas Gerais. Agora, ela diz buscar um projeto de esquerda “mais amplo e sem amarras a agendas sem sentido”.
A saída do PDT foi negociada e não envolveu disputa judicial. A parlamentar declarou: “O partido hoje é outro, e eu também sou outra”. Ela agradeceu ao PDT pelo período em que esteve filiada.
A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, disse que a volta da deputada tem caráter estratégico. Segundo ela, a entrada de Duda fortalece a pauta ambiental do partido e ajuda a ampliar a coesão ideológica para as próximas eleições.
Com a filiação, o PSOL recebe de volta uma de suas principais lideranças em Minas Gerais. Em 2018, ainda pelo PSOL, Duda foi candidata ao Senado e recebeu 351.874 votos. Essa foi a maior votação do partido no estado naquele ano. Na ocasião, ela não se elegeu, mas tornou-se a primeira pessoa transgênero a disputar o cargo.
No PDT, ela se consolidou como uma das maiores puxadoras de votos. Em 2020, foi eleita a vereadora mais votada da história de Belo Horizonte, com 37.613 votos. Em 2022, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados com 208.332 votos, a terceira maior votação em Minas Gerais naquele pleito.
A mudança de partido ocorre em um período de preparação para as eleições de 2026. A reconfiguração partidária é comum no cenário político brasileiro, especialmente quando parlamentares buscam novas alianças ou identidades programáticas. O PSOL reforça sua bancada com a experiência e capital político de Duda Salabert, enquanto o PDT perde uma de suas representantes de destaque na Câmara.
O retorno ao partido de origem simboliza, para a deputada, uma busca por maior liberdade para atuar em suas bandeiras prioritárias. A trajetória eleitoral de Duda Salabert, marcada por votações expressivas, demonstra sua capacidade de mobilização e conexão com o eleitorado. Sua atuação no Congresso Nacional continuará a focar em questões ligadas aos direitos humanos, meio ambiente e diversidade.
