O lutador australiano Jake Matthews afirmou que não se prende ao controverso fim de sua última luta, contra Neil Magny, e que mantém o foco no futuro. O combate, realizado em 2025, terminou de forma incomum: Matthews acreditava ter finalizado Magny com um mata-leão montado no fim do primeiro round. O árbitro, Perdios, interpretou que Magny havia desmaiado e interrompeu a luta, declarando Matthews vencedor. No entanto, Magny se levantou e contestou a decisão. O árbitro então reverteu a própria decisão e anunciou que o round havia terminado, e a luta continuaria.

    Matthews, de 32 anos, perdeu o combate por finalização no terceiro round. Em entrevista, ele reconheceu que, ao pensar que havia vencido, sofreu uma descarga de adrenalina. “A sensação de alívio quando você acha que ganhou a luta é imensa”, disse. Ele destacou que, apesar do ocorrido, não deixa que o episódio atrapalhe seus planos. “Não temos uma máquina do tempo. Não posso mudar o que aconteceu. Olhando para trás, eu deveria ter protestado e me recusado a continuar, mas somos lutadores: quando mandam a gente lutar, a gente luta.”

    O veterano, que participou do The Ultimate Fighter: Nations, afirmou que sua fé o ajudou a superar a situação. Convertido ao Islã em 2023, ele disse acreditar que “tudo acontece por um motivo”. “Fiz o que pude naquela luta, e o resultado foi o que tinha que ser. Confio no processo e na jornada. Isso me traz paz.” Ele também aplica essa filosofia à preparação para sua próxima luta, contra Carlston Harris, em Macau. Inicialmente, Matthews enfrentaria Muslim Salikhov, que se retirou do card. “Se eu estava destinado a lutar neste evento, um adversário apareceria. Se não, não apareceria. Isso me tira muito estresse.”

    Matthews também comentou como a fé mudou sua rotina durante as semanas de luta. “Muitos lutadores falam sobre noites sem dormir e estresse com o resultado. Eu sei que vou dar 100% no combate e o resto está nas mãos de Deus. Até uma derrota pode levar a coisas boas no futuro. Durmo muito bem agora, sem aquela energia nervosa do ‘e se’.” Ele citou como exemplo sua luta contra Chidi Njokuani, em Nashville, na qual ficou doente durante a semana do evento, mas seguiu em frente.

    Cristina Leroy Silva

    Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.